quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ouvi dizer que só era triste quem queria...

Um terreno, é tudo o que deseja o menino, para que um final de tarde se transforme no inicio de um verdadeiro sonho real. Descobriu o terreno, que é grande e suficiente para que o sonho se torne mesmo real. Lá tem até uma arvore para fazer sombra. Amanha, irá o menino avisar os colegas sobre a grande descoberta, um terreno para o campinho. Parece simples, mas esse pequeno espaço chamado terreno, fez o menino passar a noite em claro pensando como poderia ser o tal campinho, um espaço que há um bom tempo não faz parte da realidade dele e dos coleguinhas, que já tiveram um campinho, mas aí veio o seu João lá de outra cidade e construiu o Mercado dele encima. A felicidade substituiu o sono do garoto aquela noite, e já no dia seguinte de mãos dadas com a ansiedade, motivou o menino a continuar correndo por todo o trajeto, casa por casa, para que pudesse avisar os meninos, que havia achado um terreno na rua de trás, perfeito pra um campinho bem grande, onde tinha sombra e até uma torneira. Reunidos todos, foram eles, deixando celulares e computadores em casa, se desenroscando do mundo virtual. Um vai com alguns pedaços de madeira, o outro vai com um pouco de cal que pegou escondido do pai. Um terceiro, ou melhor, o menino descobridor liderando aquela legião de futebolistas infantis até o desejado destino, para bruscamente, como se houvesse levado um choque, que de fato aconteceu. Fizeram um muro no terreno...

A bola cai da mão, junto com a tímida lagrima.

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