Um dos nossos costumes tão idolatrados, de quatro em quatro anos são postos em prática e a prova, já que, muitos não vivem tendo o natal, o carnaval e a pascoa como referencia, mas sim a Copa do Mundo, onde mais do que ninguém, conhecemos os caminhos para a glória. Quatro anos se resumem em sete jogos, se chegarmos ao objetivo final, é claro, a tão desejada taça do Mundo. Se isso não for possível, temos sempre mais quatro anos para juntar os cacos e reconstruir nossa estrutura vitoriosa, capaz de inverter a lógica de um Mundo globalizado e dividido. Nesses sete jogos e nos outros que nos preparam a eles, o Mundo conhece quem realmente dita os seus rumos. Nessa esfera chamada futebol, as múltiplas estrelas da terra do Tio Sam dão lugar as cinco do canarinho verde e amarelo. Se tudo ocorre na normalidade, somos os donos do mundo da bola. É claro que, vez ou outra nosso canarinho cai perante o galo de três cores da terra dos bleus, ou passa mal ao experimentar as laranjas azedas dos Países Baixos. Mas, por cinco vezes, nossa fauna, que tem tantos animais ferozes, juntamente com todos os nossos santos, falaram mais alto que os deuses da bola, e através da Mágica camisa 10 de Pelé, da malandragem presente na 7 de Garrincha, o oportunismo personificado na 11 de Romário, e a perseverança da 9 de Ronaldo, mostraram sua real influência. Por mais que soframos, palpitamos, criticamos as escolhas (tanto técnicas como políticas, e com razão), quando vemos aquela taça sobre um palanque, fazemos de tudo para que seja transferida para o seu verdadeiro lugar, as mãos do povo brasileiro.
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